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Brasil vive maior era de oportunidades. Diagnóstico é do economista Ricardo Amorim, que palestrou no Enacon 2017

Brasil vive maior era de oportunidades

Diagnóstico é do economista Ricardo Amorim, que palestrou no Enacon 2017
Nos últimos 15 anos, a renda média da população mundial cresceu mais do que os últimos 2 mil anos anteriores, catapultada que foi pelo advento da Era da Informação. Detalhe: no mesmo período, a maior parte do crescimento de empresas globais veio de países emergentes, entre os quais, o Brasil.
“A cada quatro dólares de crescimento em diferentes mercados, incluindo os condomínios, três vieram das economias em emergência”, disse o economista Ricardo Amorim, em palestra sobre perspectivas econômicas realizada durante o Enacon (Encontro de Administradoras de Condomínios). Segundo ele, qualquer empresa com ambição global deve, obrigatoriamente, olhar para o Brasil. “Vivemos uma era de oportunidades sem precedentes.”
Para Amorim, o pior da crise econômica ficou para trás. “O PIB brasileiro encolheu US$ 420 bilhões entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de agosto de 2016, o equivalente a toda a economia de Goiás, Pernambuco, Espírito Santo, Ceará, Pará, Mato Grosso, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Piauí, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima somados. Seria como se, dos 26 estados brasileiros, 19 deixassem de existir e só sobrassem os sete maiores”, acentuou.
Se, por um lado, a queda foi brusca, por outro, pode-se afirmar que o porvir será bem melhor, inclusive, mais auspicioso do que muitos estimam. “Mesmo com a crise política, vemos fortes sinais de que a economia está se recuperando. O PIB cresceu 1% no primeiro semestre, os empregos estão voltando e a taxa de juros está em queda”, disse, emendando que os índices de confiança também estão em alta.
Segundo Amorim, apenas uma crise global, uma guerra ou um escândalo político de dimensões catastróficas seriam capazes de refrear a guinada. Disse, ainda, que Temer “nem precisa fazer tudo certo, basta não fazer tudo errado”. Também fez referência à reforma da Previdência, essencial para a higidez das contas públicas.
Todo esse cenário propicia que a indústria imobiliária impulsione suas atividades, o que, consequentemente, resultará em mais condomínios a serem administrados. Para ele, a indústria imobiliária tem um potencial imenso a explorar, resultado da combinação de taxas de juros menores, demanda por imóveis, capacidade de pagamento do brasileiro e o baixo índice de endividamento.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP

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