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Aumento da cota para US$ 500 fomenta o comércio e o turismo na Região Trinacional do Iguassu.




O governo federal oficializou o aumento de US$ 300 para US$ 500 no valor da cota para compras realizadas por turistas brasileiros em outros países. A medida integra a Portaria nº 601, de 12 de novembro de 2019, instituída pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e publicada no Diário Oficial da União.
Para o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz), Mario Camargo, a elevação no valor da cota irá fomentar o comércio e o turismo na Região Trinacional do Iguassu, formada por Brasil, Paraguai e Argentina.
“Teremos forte e grande entrada de divisas em nossa cidade e nos municípios da região, beneficiando diretamente o comércio e o turismo, que são indutores de crescimento”, frisa Mario. “Com isso, serão estimulados também segmentos como o da logística, do transporte e um leque amplo de atividades ligadas aos serviços”, complementa.
A decisão do governo de aumentar a cota para US$ 500 atende a uma demanda da sociedade civil organizada, poder público e setor empresarial de Foz do Iguaçu e da região trinacional.
Percurso
Em 2013, o Codefoz – em conjunto com o Fundo Iguaçu – realizou o estudo Proposta de Elevação do Limite da Cota Terrestre, Fluvial e Lacustre de Bagagem Acompanhada, que ficou conhecido como Projeto Cota 500 (acesse aqui: projeto_cota500), indicando de forma técnica a viabilidade e a necessidade de elevação no valor.
O documento, desde sua organização apresentado e defendido junto a gestores e parlamentares em nível federal, reúne os benefícios para o desenvolvimento da região trinacional, com a geração de empregos e de renda, sem prejuízos à arrecadação decorrente dos produtos da indústria nacional do Brasil.
“Foram muitas audiências com ministros, trocas de correspondências e estudos e reuniões com os agentes políticos da esfera federal ao longo destes anos”, rememora o presidente do Codefoz. “Hoje podemos celebrar uma vitória que é da cidade, da união de forças e vontades em torno de objetivos comuns”, completa Mario.
Assinado pela professora mestre Vanessa Dantas, o diagnóstico do Codefoz e Fundo Iguaçu indicou, à época, que o aumento da cota, acompanhado de outras medidas, pode atrair para Foz do Iguaçu percentual dos turistas que viajam para outros países em busca de compras, especialmente aos Estados Unidos.
“Para uma projeção de deslocamento de 10% do turista brasileiro que trocaria Miami por Foz do Iguaçu nos primeiros cinco anos e 25% do sexto ao décimo ano, ao final de uma década, teríamos o saldo acumulado de aproximadamente 2,25 milhões de novos turistas”, aponta o levantamento.
(Grampo Comunicação) 

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